Artigo sobre CNV para a SBDG

Como parte dos requisitos para concluir a pós-graduação em Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos), escrevi um artigo em parceria com a Káritas Ribas sobre a semelhanças entre a linguagem da Comunicação Não-Violenta e a filosofia heideggeriana e também sobre o impacto da aplicação dessa técnica por coordenadores de grupo.

Além de resgatar uma abordagem crítica diante do risco de essencialização da técnica - apelando para Heidegger e Haraway - também descrevemos os 4 componentes da CNV a partir de um diálogo lúdico e imaginativo entre 3 personagens: o Dasein (um composição de ideias de Heidegger), uma Girafa (a partir da sistematização da CNV feita por Marshall Rosenberg) e o Fausto (de Goethe).

O resultado é a possibilidade de que o coordenador de grupos - ou mesmo os membros de grupos de desenvolvimento - se utilize de personas para experimentar outros papéis e, assim, vivenciar outras posições psicológicas - e até políticas - para aprimorar sua comunicação e, consequentemente, suas relações interpessoais.

Antes de escrever o texto, porém, pudemos vivenciar a aplicação dessa ideias em uma oficina de 2 dias com 20 participantes. Ali, experimentamos a melhor abordagem dos conteúdos, tivemos a certeza de que essa crítica da tecnização é importante para que os participantes lidem com os componentes da CNV de maneira mais suave e própria, e pudemos vivenciar alguns desafios que a própria técnica apresenta. O relato sintético dessa experiência também pode ser conferido no artigo.

O texto completo pode ser lido abaixo do resumo ou então baixado (em PDF) clicando aqui.

Resumo
Este artigo apresenta uma crítica à essencialização da técnica e uma descrição de como pode-se aplicar a Comunicação Não-Violenta para a formação e partilha de juízos e opiniões, com vistas à compreensão (de si e do outro). Partimos de uma abordagem intrapessoal da dinâmica dos grupos, focada no papel do coordenador de grupo, articulada por meio três personagens, que agem como personas a serem experimentadas pelo coordenador no exame e na aplicação das ideias apresentadas sobre a comunicação autêntica e não-violenta. Ao final, sintetizamos uma vivência de aplicação dos conteúdos desenvolvidos para concluir que é possível, por meio da crítica da tecnização das práticas em grupo, desenvolver atitudes de auto-responsabilização e interdependência entre membros do grupo.

Palavras-chave: Comunicação Não-Violenta; técnica (essência); coordenador de grupo;
juízo; compreensão.

Boas leituras!

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Mateus Fernandes

Mateus Fernandes

Bacharel e Licenciado em Filosofia, Mestre e Doutorando em Ciência Política pela UnB, Pós-graduado em Dinâmica dos Grupos pela SBDG e Mediador autônomo de processos participativos, tentando "construir um belo blog como suporte de uma bela vida".
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